Minha história inicia com o fato de que meu marido nasceu em Paranapiacaba e cresceu andando nas Matas, por isso o Cambuci para ele, lembra sua infância. Eu vim do interior e conheci o fruto com ele. Tudo começa quando compramos uma casa em Ribeirão Pires que ele escolheu por ter um pé de Cambuci antigo com mais de cinquenta anos e que produzia muito.

No início era uma briga entre eu e ele que queria armazenar o fruto no nosso freezer da geladeira e eu achava alguma coisa em promoção, comprava, precisava guardar e jogava o fruto fora, para abrir espaço no freezer (risos). Eu oferecia o cambuci aos vizinhos e a resposta que tinha era que não gostavam de cachaça ou que não bebiam. E quando alguém falava que queria, eu enchia um balde e levava, para tirar da minha casa (risos). O pé de cambuci é muito próximo da casa e tem muito fruto…
Após aprender a trabalhar com o fruto (colher, lavar, higienizar, pré congelar e armazenar), compramos nosso primeiro freezer e hoje estamos com cinco freezers para estocar o cambuci durante o ano e trabalhar com o mesmo.
Quando Ribeirão Pires entrou na Rota do Cambuci e em 2014, teve o primeiro Festival aqui, eu pedi para participar. Nesse mesmo festival, nos colocaram para representar a nossa Cidade e em outros festivais. Conheci a Economia Solidária nessa época, quando fui participar de uma reunião em que o Gestor não conseguiria ir. Fui então, convidada a fazer parte do Fórum que reúne os grupos de economia solidária, no qual estou até hoje.

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